Como eu vi o show de Alceu Valença

Todos nesse táxi lunar, para encerrar a mostra em grande estilo. Obrigada Alceu pela lindeza.

Erika Souza

Na noite de ontem, dia 22 de novembro, Alceu Valença encantou a todos com um show maravilhoso, no encerramento da 18ª Mostra Sesc Cariri de Culturas. E esse é meu primeiro post de cobertura aqui nesse meu amado blog.

Já fiz cobertura para outros blogs, mas essa aqui vai ser no meu formato, do meu jeito. Pois, pela quantidade de profissionais da comunicação presentes à coletiva de imprensa, não faltarão detalhes técnicos sobre esse show.

E como foi o show? Foi belíssimo! E diria mais: foi esplendoroso.

Não ficou absolutamente nada a desejar . Foi um show para fãs e para nem tão fãs assim. A música de Alceu é um patrimônio nosso. Tanto que o público acompanhou todo seu repertório do início ao fim, participando inclusive das coreografias propostas pelo músico pernambucano.

Deixe-me falar um pouco sobre a coletiva.

No auge dos seus 70 anos, Alceu foi questionado sobre o que o público pode esperar dele a partir de agora. Muito bem humorado ele falou que seria candidato a presidente da república em 2070. Ele brinca muito com essa relação dos números em especial ao 7/70. Não sei o que há de cabalístico nisso ou se há, mas alegou estar 70 anos a frente e ser um jovem de 7 anos.

Ele falou ainda sobre o evento e sobre a instituição Sesc, elogiou a estrutura do evento e citou diversas vezes o excelente nível técnico da curadoria.

Voltando à história do 70, ele falou do início da sua carreira na década de 1970 e que as músicas dessa época estariam presentes nessa noite. E estiveram. E eu me acabei de dançar e cantar junto.

Táxi Lunar, Sabiá, Tropicana, Como Dois Animais, Cavalo de Pau, Pelas Ruas Que Andei, Anunciação e as minhas preferidas: Belle de Jour e Coração Bobo estiveram nesse repertório de quase duas horas.

Voltando a coletiva (eu não tenho foco), Alceu fez duras críticas à mídia que não abre espaço para quem está começando na música. Enalteceu a internet por oportunizar espaço para que novos nomes surjam. Falou do que viveu escutando Luiz Gonzaga e que o Nordeste demorou a ter espaço na mídia, pois o Brasil não conhecia o Brasil (gostei muito dessa fala).

Palco é palco, e nele eu me dedico.

Uma multidão esteve presente, o que proporcionou mais beleza ainda ao espetáculo. Primeiramente, teve gritos de palavras de ordem, como era de se esperar e faixas em apoio às ocupações de universidades.

O senso de humor de Alceu Valença me encantou. Ele brincou muito com o público e esbanjou vigor. Com uma disposição de dar inveja a muito jovenzinho por aí. Além de cantar, dançar e pular ele dirige a cena como um verdadeiro show man. Deu gosto de ver.

E uma reclamação que ele fez e eu endosso aqui: Povo da Barbalha, que fumaceira danada foi aquela? Relatos que era fogo no lixão. E eu me questiono: isso é rotina? Antes de escrever esse post tive que tomar um ultra banho e lavar bem os cabelos para remover o mau cheiro da fumaça que causou incomodo coletivo. Mas isso foi um P.S.. Só pra ser chata mesmo.

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